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domingo, 13 de novembro de 2011

Véu Ribbon ou Dança das Fitas



Este estilo de dança, de origem chinesa, tem aparecido com mais frequência em vídeos de fusão com dança do ventre. Algumas bailarinas as chamam de véu ribbon, que significa fita em inglês. Na China, ela é conhecida como Cai Dai Wu Dao.

A origem desta dança na cultura chinesa está associada à lenda de Hsiang Po. Certo dia, um homem que tentou matar o imperador. Hsiang Po salvou sua vida ao bloquear o golpe de espada com sua manga. O povo da Dinastia Han inventou, então, uma dança para lembrar de Hsiang Po com gratidão, mostrando sua honra e respeito por ele. Nesta dança, os bailarinos seguram fitas curtas, que simbolizamas mangas de Hsiang Po.
As fitas longas e coloridas foram acrescentadas durante a Dinastia Tang. Ao acrescentarem a vareta às fitas, os bailarinos passaram a criar desenhos que, segundo sua cultura, lembram o movimento dos dragões ou arco-íris. Hoje, dois tipos de fitas parecem estar sendo usadas: no primeiro, a fita é contínua e muito longa, passando por detrás do pescoço da bailarina. As varetas ficam disfarçadas no meio do tecido. O segundo tipo é semelhante às fitas usadas pela GRD. As fitas de seda são presas às varetas.
O efeito das fitas é lindo e chama muita atenção no palco. Muitos são semelhantes aos movimentos das fitas na GRD, o que me faz pensar se este estilo também não foi inspirado na cultura chinesa. No entanto, é bom que algo fique claro: o que chama a atenção são os desenhos das fitas. Os movimentos das bailarinas ficam em segundo plano.  As bailarinas chinesas, por exemplo, ou não costumam fazer grandes movimentos, além daqueles necessários para formar o desenho ou optam por saltos e movimentos que lembram as lutas orientais ou mesmo malabarismos. Outra escolha que fazem é demonstrar seu excelente equilíbrio. Mas, todas as vezes que elas querem enfatizar uma pose ou um passo, elas simplesmente largam ou seguram as fitas ou as deixam imóveis.
No caso da dança árabe feminina, usar as fitas como props requer uma escolha, de maneira semelhante à que ocorre com os leques de seda. Ou se mostra os movimentos das fitas, ou se mostra os movimentos do corpo. Devido ao fato de que os desenhos chamam muita atenção, movimentos de quadril ou tremidos acabam por não serem vistos pelo público. Portanto, eu não diria que é o tipo de performance a ser feita quando se quer mostrar habilidade técnica (exceto pela técnica das fitas em si, claro).
Abaixo seguem três vídeos. O primeiro mostra a dança chinesa das fitas tradicional, com a fita que passa atrás do pescoço. O segundo, mostra o uso de apenas uma fita com varetas e, finalmente, o terceiro, a interpretação da mesma por uma bailarina de dança árabe feminina. Enjoy! :-)




quinta-feira, 28 de julho de 2011

Fusão: Saia Cigana



Abaixo seguem dois lindos vídeos de fusão, com o uso da saia cigana. Vale lembrar que as saias usadas não são exatamente iguais às saias usadas por ciganas, pois aqui as bailarinas mostram as pernas, algo que não ocorre na dança cigana tradicional. Mas, como exemplos de como aproveitar este tipo de figurino em uma coreografia, ambas são extremamente interessantes. Com vocês, Mia Sha'uri e Natalia Fadda (a coreógrafa! A performance em si foi realizada por outra bailarina - Marina Ananiela). Enjoy! :-)


sábado, 28 de maio de 2011

Nuria Gallego: Tribal Fusion e Flamenco



A única coisa que me faz mais feliz do que descobrir uma nova bailarina (santo Youtube!) é ser capaz de reproduzir os movimentos delas depois! ;-)
Já que este é um destes dias (descobri uma nova bailarina. Ainda não cheguei nem na fase de tentativa de reproduzir os movimentos!), vou ser forçada a fazer dois posts! Fica pior. Para aquelas que viram o post anterior, ambos são com a mesma bailarina... 
No post sobre fusão com danças vintages, citei uma bailarina espanhola chamada Nuria Gallego, que aparecia no segundo vídeo. Nuria é bailarina, coreógrafa e diretora das companhias de dança Medjai e Ayden e já se apresentou junto a Sharon Kihara, Mira Betz, Rachel Brice, Mardi Love, Ariellah e Zafira. É formada em dança clássica, contemporânea e flamenco, além de também ter feito cursos de percursão, hip hop, funk, danças ciganas e danças do leste europeu.
Abaixo segue uma performance onde ela acrescenta mais flamenco do que estamos acostumados a ver ao estilo tribal fusion. Enjoy! :-)


Abaixo segue o site dela, além dos canais no Youtube:



Fusão: Tribal Fusion e Danças Vintage


 
A maravilha da fusão é justamente a possibilidade de sempre se acrescentar algo mais a um estilo. O tribal, ou ATS, misturou movimentos da dança árabe, do flamenco e da dança indiana. O tribal fusion derivou dele e continua a evoluir. Abaixo seguem dois exemplos de bailarinas de tribal fusion que resolveram incorporar um pouco de dança vintage em suas coreografias. Mas, o que são danças vintage?
Vintage dance, ou danças vintage, são as recriações de estilos históricos de dança, especialmente aqueles dos períodos da Regência na Inglaterra (1795-1820), Guerra Civil Americana (1860s), Era Vitoriana e o período do Ragtime (1897-1918). Eles incluem, por exemplo, as danças descritas nos livros de Jane Austen (como o cotillion e a quadrilha), a valsa, o tango argentino e o foxtrot, para citar alguns.
A minha impressão é que elas estão se divertindo a valer! O que vocês acham? Enjoy! :-)

 


 
OBS: a bailarina do primeiro vídeo, Haalima, é da Hungria; as do segundo, Nuria Gallego and Marina Bartual, são da Espanha. Ou seja, um post sem russas! ;-)
Mas... Não vai durar! He, he, he!
OBS 2: Para quem se interessou, o Estúdio de Danças Shaíde Halim (já falamos dela AQUI ) oferece aulas de dança vintage. O site segue abaixo:

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Fusão: Dança Árabe Feminina e Flamenco



Esta manhã me deparei com um vídeo muito interessante de uma fusão entre dança árabe feminina e flamenco. Sei que este tipo de fusão não é novidade. Giros flamencos, sapateados, posturas, muita coisa já é usada pelas dançarinas de dança árabe. No entanto, eu nunca havia visto alguém se utilizar de uma vestimenta tradicional do flamenco, conhecida pela dificuldade técnica: a bata de cola.

A bata de cola é uma saia ou vestido com cauda, cujos babados começam na altura dos joelhos de modo que haja espaço suficiente para o movimento das pernas. São usadas, no flamenco, em bailes como Soleá, Alegrias e Caracoles.




Acho que dá para notar que dançar com uma bata de cola requer muita destreza, não? Afinal, existem momentos onde a bata precisa sair do caminho, e isto é feito com o auxílio de um dos pés, em um movimento semelhante a um chute. Outras vezes, a saia precisa ser sustentada. Em resumo, o que não pode acontecer é a bailarina tropeçar ou deixar a cauda virar.

A bailarina do vídeo abaixo, Darya Ryabokon (é, eu notei que é outra russa... fazer o que?), fez direitinho a lição de casa em relação a bata de cola. Cliquem no link para ver. Enjoy! :-)



terça-feira, 12 de abril de 2011

Desafio... com vampiros...


Explicando o banner aí em cima: hoje recebi um recadinho via comentário de uma amiga que também escreve um blog, a Lalá. Bom, na realidade, não exatamente um recadinho, e sim um desafio. Mas, vamos por partes, como diria Jack.
Lalá escreve o Blog do Vampira. Não que ela saia por aí dando mordidas em alguém! Tudo começou quando ela resolveu acompanhar a série True Blood da HBO. E, como sou fãzona da série também, o desafio veio parar em minhas mãos!
As regras do desafio são as seguintes:

† Levar o banner do desafio
† Visitar quem te mordeu
† Marcar cinco outros blogs e avisá-los
† Responder a uma série de perguntas

Resolvi aceitar e ainda aproveitar para ver se os vampiros, personagens ora amados, ora odiados, encontraram algum nicho dentro da dança, étnica ou não. Lógico que, com a paciência e o fascínio dos imortais, não poderia ser de outra maneira. Achei alguns vídeos bem interessantes sobre eles. Vejam abaixo:





E, agora, o desafio! O Banner já está lá em cima, então vamos ao restante das regras!

† Visitar quem te mordeu - visito o site da Lalá toda semana (confesso que muitas vezes, só pra ver as fotos do Joe Manganiello, a.k.a. lobisomem Alcide de True Blood). Essa minha amiga tem muito bom gosto, sabem como é... :-) O link para quem quiser conhecer segue abaixo:





† Marcar cinco outros blogs e avisá-los - essa vai ser um pouco mais difícil, mas vamos tentar! Se eu não conseguir todos hoje, vou postando conforme achar mais algum fã de vampiros!


† Responder a uma série de perguntas - segue!


1 – Gostaria de ser um (a) vampiro (a) e viver eternamente?

Hummm, don't think so!

2 – Se fosse um (a) vampiro (a) como gostaria de ser chamado (a)?

Valéria. Já passei tanto tempo com esse nome, estou acostumada! He, he, he!


3 – Qual a idade que gostaria de ter pra sempre?

Bem, até onde eu sei, virar vampiro não rejuvenesce, apenas previne o envelhecimento. Portanto não tem como escolher, né? Se eu virasse vampira hoje, ia ter a idade que tenho hoje!

4 – Qual seria sua aparência?

De novo, virar vampiro não é fazer plástica. Você meio que tem que se conformar com a aparência que tem no momento da transformação. Quem é que não lembra da Cláudia, a menina imortal, em "Entrevista com o Vampiro"?


5 – Seria do bem ou do mal?

Preto ou branco?????? Não dá para entrar um cinza aí na escolha? Ok, acho que ia depender. Se eu fosse vampirizada durante a TPM, provavelmente do mal!

6 – Viveria entre os humanos ou seria solitário (a)?

Partyyyyyyyyyyyyyy!!!!!

7 – Conseguiria viver de sangue humano ou seria um ser “vegetariano (a)”?

Sabe como é, ainda não tive chance de provar nem o material real, nem o sintético... Então, a resposta fica pra depois!

8 – Qual seu vampiro (a) da ficção favorito?

Vou com a Lalá, o Lestat também é o meu favorito!


9 – Qual seu livro sobre vampiros favorito?

"A Hora do Vampiro", Stephen King.


10 – Assiste algum seriado sobre vampiros atualmente?

True Blood. Comecei a assistir "Vampire Diaries" (ARGHHHHHHHHHHH!) e Being Human (Chatinho), mas desisti depois do primeiro episódio de cada.


11 – Indique um filme sobre o assunto:

"The Lost Boys".

12 – O que você acha da saga Crepúsculo?

He, he, he. A Bella é uma chata, o Edward é o príncipe encantado com caninos e os Volturi são muito legais. A autora foi muuuuuuito esperta escrevendo os livros do jeito que escreveu. Só não sei se consegue escrever mais alguma coisa. Comecei o outro livro dela e não consegui passar do capítulo 3.


13 – Qual vampiro (a) mais lindo (a) da atualidade?

Eric, Eric, Eric, Eric, Eric, Eric!!!!! (Pra quem não sabe - True Blood)

14 – Qual o casal mais lindo?

Ok, sei que um ainda é tecnicamente humano, mas gosto da Jessica e do Hoyt (novamente, True Blood).

15 – Prefere um anjo ou um vampiro?

Depende. O anjo caiu ou ainda está lá no céu?????


16 – Preferiria namorar um (a) lobisomem ou um vampiro (a)?

Ué, não pode os dois????

17 – Se fosse um vampiro (a) namoraria um humano (a)?

Se fosse para ficar passando mal como o Edward, não.

18 – Se os vampiros (as) existissem se apaixonaria por um?

Acho que não.

19 – Se fosse um vampiro (a) seria vingativo?

Ué, isso já não faz parte do currículo? :-)


20 – Seria belo (a) ou monstruoso (a)?

Ambos!


21 – Qual poder gostaria de ter?

Hummm, definitivamente uma pergunta que requer algum tempo. Respondo mais para a frente!


22 – Conseguiria ficar longe de sua família?

Nope.


23 – Se vivesse eternamente o que gostaria de fazer nesse tempo todo?

Excelente questão. Os vampiros normalmente ficam um bocado entediados. Ésta aí uma boa razão para NÃO viver eternamente.


24 – Quais lugares moraria?

Com tanto tempo livre, TODOS!


25 – Teria coragem de transformar alguém em vampiro (a)?

De novo, se eu tiver sido transformada na TPM...


26 – Qual seria seu pior inimigo (sobrenatural)?

Se a gente for aceitar os seriados e livros por aí, lobisomens, né?

Alguém mais quer participar? Me avisem! :-)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Fusão: Dança árabe e chinesa


Conforme falamos anteriormente, adoramos uma fusão (ou uma "confusão", dependendo da opinião!). Uma de nossas primeiras coreografias, "Murmúrio dos Ventos", foi inspirada no filme "O Clã das Adagas Voadoras" e apresenta elementos chineses, como as longas mangas e a música (caso você queira ler este post e ver uma das cenas que nos inspirou, clique AQUI). Encontrei hoje uma outra coreografia de dança árabe feminina onde a cultura chinesa se faz presente. A bailarina, Tatiana Chernishova, aproveitou as mangas longas e também elementos da dança das fitas para compor uma bela sequência. Enjoy!