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sábado, 25 de junho de 2011

Amaryllis: Zaranda


Abaixo segue o vídeo de nossa mais recente coreografia. Ele foi filmado e editado pelo pessoal da Capuccino Produções (mais especificamente, nossos amigos Igor Capelatto e Fernando Negrovsk. Quer saber mais sobre o trabalho deles? Clique AQUI), com o apoio técnico e moral de nossa flamenquita de plantão, Adriana Ruiz.

Em geral, não costumamos colocar coreografias inéditas na rede. Nossos vídeos são sempre de apresentações. Esta coreografia, no entanto, é uma exceção, pois foi montada para participarmos de um concurso na Inglaterra. Sorte a nossa que a avaliação é feita através de vídeos, pois ia ficar meio difícil despachar o grupo todo para Londres! ;-)
 
O nome da coreografia é "Zaranda", ou "Ciranda" em espanhol. Como de praxe (pelo menos no nosso caso), ela inclui elementos de dança árabe feminina, flamenco, dança indiana e dança afro-brasileira. A música chama-se "Ciranda Indiana" e é do grupo Mawaca. Aliás, nossos agradecimentos ao grupo, que tão gentilmente autorizou o uso da música.
 
Enjoy! :-)



OBS: A gente sempre brincou com o nome do grupo (se não sabe o que significa, clique AQUI), dizendo que sangramos pela arte. Bem, levando-se em conta o frio que estava na noite em que gravamos o vídeo (falem a verdade: até que disfarçamos bem, não?), chegamos à conclusão que também sofremos de hipotermia por ela! Ai, ai, ai, o que não fazemos pela dança! *R*

OBS 2: As fotos são da apresentação do espetáculo "Ciclos: Deusas e Mitos", de 2010, e foram feitas pelo Júlio César Costa ( juliorac@hotmail.com ).

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Releituras: Saidi


O vídeo abaixo veio como um favorito de um dos canais que acompanho no Youtube. A primeira vista, o nome do grupo parece ser Tribal Mafia, mas descobri depois que, na realidade, Russian Tribal Mafia é uma comunidade na Rússia que reúne bailarinas de dança tribal (pelo que pude perceber, tanto ATS quanto fusion).
O que achei interessante foi a maneira como elas resolveram interpretar o ritmo saidi. Em dança do ventre, ao ouvir um saidi, todo mundo já pensa em bengala ou bastão, não é? Elas foram mais além e aproveitaram o estilo tribal para compor uma coreografia que ficou super legal. Um exemplo bem bacana de que não é necessário se ater sempre ao tradicional. Enjoy! :-)



As meninas tem uma página no Facebook! Segue abaixo:

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

ATS: American Tribal Style

O ATS (American Tribal Style ou ATBD, American Tribal Belly Dance), também conhecido por tribal, tem como característica principal a improvisação em grupo. Ele originou-se na Califórnia pelas mãos de Jamilia Salimpor, através da mistura de diferentes estilos étnicos, tanto em movimentos de dança quanto em figurinos. Jamilia, no entanto, trabalhava principalmente com coreografias. A técnica de improviso foi desenvolvida por uma de suas ex-alunas, Masha Archer. Mais tarde Carolena Nericcio, uma aluna de Masha, inventou o formato atual do ATS, onde existem uma série de sinais que indicam às bailarinas que movimentos realizar, de maneira que a audiência pensa estar vendo uma coreografia e não um improviso.

O que ocorre durante a improvisação é mais ou menos o seguinte: existe uma líder no grupo, que normalmente se posiciona um pouco mais a frente das outras participantes, ou mesmo em uma das pontas. A líder é quem vai decidir quais movimentos devem ser realizados. Todos os movimentos por sua vez devem ser feitos em 4 ou 8 tempos da música. Ao atingir o terceiro ou o sétimo tempo da música para um determinado movimento, a líder indica através de um sinal pré-combinado qual deve ser o próximo movimento. Caso ela nada indique, o movimento deve ser repetido novamente. Após algum tempo, a líder "entrega" a sua posição à outra bailarina que, então, passa a indicar os movimentos do improviso para o grupo.

Abaixo segue um exemplo de ATS, do Grupo "Fat Chance Belly Dance", criado por Carolena Nericcio (com a prórpia dançando também). OBS interessante: o nome do grupo nada tem a ver com o fato das participantes serem gordas ou magras. "Fat chance" é uma expressão que significa "sem chance". Carolena escolheu este nome para lutar contra o estereótipo de que as bailarinas de dança do ventre são também mulheres fáceis. Caso alguém peça um dança "particular", o nome do grupo é a resposta: Fat Chance (Sem chance)!



Tivemos nosso primeiro contato com este estilo no último domingo em um Workshop de Dança Tribal com a Bailarina e Professora Shaide Halim. Shaide teve seu primeiro contato com o estilo em 1990, em Nova Iorque e fundou a Cia Halim em 2002. Pioneira na divulgação do estilo no Brasil, ela também foi responsável pela adaptação do mesmo à cultura nacional, criando técnicas para o que é hoje conhecido como Estilo Tribal Brasileiro. Como a intenção é fazer um post só sobre ela em um futuro próximo, vou parar por aqui. Fica a foto e o link do blog da Shaide para os mais curiosos!